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04/10/2009 12:18
Da brasilidade de Lula
Não é novidade pra quem me conhece o meu desgosto pelo nosso presidente. Como também não é novidade que não gostaria que as olímpiadas fossem no Rio. Os meus motivos não diferem dos demais.
Acho que se existe tanto dinheiro pra se investir em Olímpiadas também deveria existir pra educação, saúde, segurança pública, etc. Minha desculpa não é a roubalheira, que claro, vai existir, e os estimados 30 bilhões que deverão tornar-se 45 até o final das obras. Mas isso é uma constante em todos os locais, obras atrasadas, superfaturadas e no final, elefantizadas.
Da disputa pelas olimpíadas de 2016 só ficou uma imagem pra mim, que até então eu só tinha materializado como pensamento distante:
Lula é, queiram ou não, o mais brasileiro dos nossos presidentes.
Não gosto do governo do Lula, apesar de reconhecer o que ele fez de bom, não gosto do seu não saber de nada, não gosto das suas declarações que mais atrapalham do que ajudam. Mas nunca houve um presidente que fosse tão povo, tão alma e tão coração como esse tal sapo barbudo. Ele tem um time pelo qual torce, ele não resiste a uma boa cachaça, e gosto de juntar os amigos pra um churrasco no fim de semana, fala errado, e não faz questão de falar bonito.
Nesta fatídica sexta, simpatizei pelo nosso presidente como nunca. Não pelo choro, nem porque ele estava lá e fez tudo o que podia pra que as olimpíadas fossem aqui, mas porque eu percebi que antes de mais nada, ele torce por "essa porra de Brasil".
Minha cobrança quanto ao seu governo não vai mudar, minha revolta quanto as obras que provavelmente serão superfaturadas também não, mas se até então a melhor coisa que eu conhecia do Lula era o Dancing Lula, agora posso dizer que gosto do seu jeito brasileiro de ser.
Leia também O Rio deve essa a Lula e Rio 2016 e o torce-contra
enviada por koity
23/06/2009 17:04
Semi-férias
A primeira vez que você define esta palavra é quando você entra na faculdade. Cada professor tem seu tempo pra dar sua matéria e um bendito termina o curso dele no começo de junho, e um fdp só vai aplicar a prova final na metade de julho. Você está puto, porque tem que ir a faculdade para assistir apenas uma matéria, mas em compensação, tem quase a semana toda livre. Você se sente em semi-férias.
Mas então o tempo passa, você consegue um estágio, e a tal da semi-férias ganha um novo significado. Agora, você já nem liga para o fdp que estende as aulas até meados de dezembro. Você entrará em férias em meados de dezembro da faculdade, mas continuará trabalhando no estágio. E quando te perguntam, vocÊ diz :" Estou em "semi-férias".
Depois de um tempo de ralação como estagiário você é contratado carteira assinada, feliz da vida trabalhará um ano para poder gozar de incríveis 30 dias!!! de férias. E então, quando estes almejados dias chegam, seu chefe te propõe um mega curso que aumentará demasiado suas qualidades profissionais. Propõe, quer dizer nem propõe, nem convida, é um aviso: "Nos dias xyz, teremos um curso capacitatório(ele usa essa palavra), com ótimos profissionais, e que vai acrescentar muito no seu sucesso."
Você irá, serão suas férias, num curso onde dizem coisas que você cansou de ouvir, com pessoas que talvez você não queira estar e sabendo que isso pode custar seu emprego. Bem-vinda nova semi-férias.
E antes parasse por aí. Você aprendeu no curso "capacitatório" que deve ser um funcionário comprometido com a empresa,vestiu a camisa, deu seu sangue por mais um ano. E agora adivinhe, férias? Sim, é o que parece. Mas não companheiro, a última vez que você teve férias foi quando esteve no ensino médio. Agora com a camisa vestida você se fudeu. Vai passear nas suas férias com todos os problemas da empresa incutidos na sua mente insana. Achará solução para metade deles, e quando perceber estará escrevendo o planejamento do próximo ano. Fora da empresa, mas não longe dela. Semi(ou pior que isso)-férias.
enviada por koity
26/05/2009 11:41
Sobre elitismo cultural e Arrogância Acadêmia
Toda vez que assisto "The big band theory"(TBBT) percebo mais claramente porque me tornei um fã da série. As disputas aparentemente mesquinhas sobre quem tem mais títulos e quais pesquisas tiveram resultados mais interessantes são a realidade esculpida e encarnada da classe acadêmica. Ontem ao sair da UFMG passei por dois professores conversando sobre uma confusão que acontecera num departamento de ensino. A professora dizia:
-"Eu esperava uma postura melhor deles, são doutores, pessoas com cultura."
e o professor respondia:
-"São seres humanos, fedem como todos os outros."
E talvez daí venha vários erros de ensino neste país. A "elite" cultural brasileira fede, "a burguesia fede", a única diferença entre as classes é a posição que ocupam, no final, como dizia um amigo meu, todo mundo caga.
O problema é que esses homens de nossa elite cultural regem o ensino no país. Definem as diretrizes de acordo com o que acreditam ser certo, e parece, que para não cagar na suas próprias casas, cagam na vida dos outros.
Toda vez que pego uma diretriz de ensino imagino a pessoa que a escreveu se perguntando:
-"Com essa idade essa criança já consegue aprender isso?"
Quando na verdade a pergunta que deveria ser feita é: qual a relevância do ensino disso na vida dessa criança?
Um professor que aprendi a admirar na faculdade sempre me disse que "as pessoas que elitistas que escrevem nossos livros didáticos jamais entraram em salas de aulas, ou tiveram contato com os alunos". Este mesmo dizia: "é incrível um aluno chegar a faculdade sabendo o que é número complexo, mas não sabendo escolher entre comprar à vista com desconto, ou a prazo sem desconto."
A verdade é que o ensino fica ruim(além de todos os problemas já conhecidos), porque temos que ensinar coisas que simplesmente não terão utilidade na vida dos alunos. Ou ainda que tenham, não irá atingir nem 1/20 de uma turma.
E isso acontece porque no fundo no fundo, nenhum autor de livro didático pensa em escrever um livro pra que os alunos aprendam da melhor forma possível. Livros didáticos no Brasil são infladores de egos. Não é difícil imaginar "grandes" autores brasileiros recopiando seus livros anteriores e enchendo de gravuras, enquanto pensam "esse venderá muito mais que o antigo".
E antes parasse por aí. O problema antige as univesidades, que formam profissionais que simplesmente não sabem trabalhar.
Em um artigo, li certa vez:"Os professores começam ensinando aquilo que não sabem, depois de um tempo passam a ensinar aquilo que sabem mas que não é necessário, e só depois de muitos anos de profissão ensinam o que é necessário."
Talvez fosse menos pior, se começassem ensinando aquilo que sabem. Mas se formam sem saber.
Posso dizer porque comecei assim, chegando em sala de aula e tendo que aprender a matéria inteira pra que pudesse ensinar. Sei que o problema atinge quase toda essa classe "professoresca". O frustrante é que a luz no fim do tunel já se apagou faz tempo.
enviada por koity
16/04/2009 10:01
Bonita ou inteligente???
O título é tosco e parece não fazer sentido.
Mas começo esse post contando a história de Débora, verídica, com nome fictício, até porque não me lembro o nome da bendita. Vamos aos fatos. Débora começou a faculdade de matemática com a minha turma. Por alguma razão, estranha razão, eu tenho uma péssima(ou boa) mania de olhar pras pessoas e imaginar o que pode ser melhorado nelas, ou que as faz ser quem elas são. No caso de Débora uma coisa me chamou muito a atenção. Ela era(ou é), bonita. Um rosto bonito, um corpo bom tudo no lugar certo, e um cabelo que poderia ser lindo. Poderia, Débora é o tipo de garota que tenta se impor pela inteligência. Não sei ao certo o motivo do porquê certas pessoas são assim, talvez criação, talvez uma revolta com a ditadura da moda. Mas o que passa pela minha cabeça vem justamente da análise de Débora. Durante o curso ela sempre teve ótimas notas, e estudava bisonhamente o tempo todo. E ontem, sentado na cantina da ufmg, almoçando vi uma garota tão parecida com ela que quase me assustei, e cheguei a conclusão. Débora não era feia, estava feia, e não porque não ligasse pa isso, eu a vi em alguns momentos bonita. Mas porquê Débora queria ser reconhecida pela inteligência e somente isso, como se a beleza fosse ofuscar toda sua inteligência. As roupas estranhas, o cabelo nebuloso, o óculos desproporcional, nada disso era simplesmente o perfil nerd, ela queria ser feia.0o
Pode até não ser verdade, é uma conclusão minha, racional, talvez idiota. Mas talvez uma grande parte da população feminina tenha certo problema em conciliar inteligência e beleza. Não que não caibam no mesmo corpo. Longe de mim pensar isso. Mas não se diz:
"-Cara, estou namorando.
- Sério com quem?
-A Aninha.
-Nossa, ela é hiper inteligente." 0o
A visão geral propõe outra conversa.
"-Cara, estou namorando.
- Sério com quem?
-A Aninha.
-Nossa, ela é linda meo."
Num consenso geral, beleza é uma qualidade feminina, e inteligência uma qualidade masculina. E não estou sendo machista, mas é muito mais fácil uma mulher analisar um homem pela sua inteligência e gostar deste por causa dela, do que uma mulher analisar uma outra por sua inteligência.
E aí nessa loucura de Beleza e inteligência, algumas belas mulheres se perdem, porque querem ser reconhecidas apenas por sua inteligência. Como se a beleza não se encaixe com a inteligência.
Rélez mortais.
Seria muito melhor ouvir:
"-Cara, estou namorando.
- Sério com quem?
-A Aninha.
-Nossa,ela é linda e hiper inteligente."
Fiquei almoçando olhando pra garota.
Comia um hamburguer, o livro ao lado do lanche, os olhos em cima do livro, sozinha na mesa, os cabelos nebulosos, e toda aquela beleza escondida...
enviada por koity
27/02/2009 16:09
Os ares do sul. (por Bruno Medina)
Durante as duas primeiras semanas de 2009 o noticiário musical se ateve ao considerável montante de atrações internacionais a confirmarem apresentações para este ano em nosso país. A temporada teve início em grande estilo com os shows de Madonna em dezembro, passou por Elton John e se manterá com louvor, bem além do Radiohead, em março. Já dizia o ditado maldoso “alegria de pobre dura pouco”, e é bem provável que, a depender do andar da crise e da desvalorização do real perante o dólar, tenhamos pela frente uma longa e tenebrosa temporada de ausências abaixo do equador.
Não chega a ser novidade que a variação do câmbio, mesmo em outros “tempos” (leia-se crises), sempre foi determinante da medida de ambição dos produtores brasileiros. Dependentes da adesão dos colegas sulamericanos para viabilizarem financeiramente as megaturnês, foram muitas as vezes que estes profissionais –e também o público- se viram naquela situação, como dizer, de adequação de expectativas.
Porque não só de Madonnas, Radioheads e Elton Johns vive o negócio dos shows estrangeiros no Brasil. É preciso ter em mente que estes são exemplos de celebridades de primeira linha, músicos de cujas performances dependem estruturas milionárias e, que talvez por este motivo, nos honrem com suas visitas a cada década, quando muito.
É no vácuo da fama, quando as estrelas de maior brilho fenecem, que um outro time muito mais frequente entra em campo para tirar proveito de toda a receptividade e carência dos brasileiros: são as atrações internacionais do tipo B.
Ao contrário do outro time, este costuma desembarcar por aqui justo quando a coisa aperta. A música de trabalho bateu na trave? O disco não vendeu? A turnê emperrou? A carreira afundou? A solução é apontar o leme na direção dos trópicos. Parece-me que quanto aos artistas gringos, só recebemos duas categorias; os consagradíssimos ou os falidos.
Mesmo este sendo um ano atípico, surpreende o otimismo de Alanis Morissette em seu giro por onze capitais brasileiras. Surpreenderia mesmo que se desse no auge de seu sucesso, afinal poucos foram os estrangeiros que se aventuraram a desbravar o potencial de cidades como Teresina para eventos desta natureza. É certo que Alanis há muito não desfruta dos holofotes que um dia teve direcionados para si, e o que mais explicaria tamanha generosidade com os fãs brasileiros?
Enquanto ainda estiver debruçada sobre o álbum repleto de instantâneos de nosso litoral, a canadense se despedirá abrindo passagem para uma trinca de peso: Simply Red, A-ha e Backstreet Boys, todos com apresentações marcadas para março. Diz aí se você não sonhava com estes shows? Os ares do sul e os buracos na agenda são mesmo uma combinação em tanto…
Que o digam Billy Paul, Scorpions, Laura Pausini, Men at Work, Jimmy Cliff e aquele monte de bandas de metal que poderiam reivindicar cidadania brasileira, de tanto que já tocaram por aqui. Ricky Martin e Shakira ascenderam deste grupo. Apesar de terem sido habitues de programas televisivos brasileiros nos dias de vacas magras, e de até terem aprendido a falar português, bastou-lhes a perspectiva de encontrar algum sucesso no mercado norteamericano para sumirem sem deixar pistas.
Que falta de consideração! Iron Maiden, Lenny Kravitz e Rolling Stones não pertencem ao time B, mas nem por isso deixaram de tirar uma casquinha de nossa tradicional disposição em garantir aos estrangeiros os maiores públicos de suas vidas. Talvez agora mesmo em seu chalé na gélida Noruega Morten Harket, vocalista do A-ha, esteja sonhando com a volta por cima. De preferência contemplado por uma multidão nas areias de Copacabana.
Bruno Medina é músico da banda Los Hermanos e escritor nas horas vagas. Nascido no Rio de Janeiro, formou-se em comunicação pela PUC-RJ, mas a música nunca permitiu que chegasse ao mercado publicitário. Começou a tocar piano e escrever histórias ainda criança, sendo que as duas aptidões o acompanham desde então.
enviada por koity
12/09/2008 20:43
Conversas MSN-énicas parte II
Porque as conversas MSN-énicas são as mais produtivas!
(11:22 Gessie) Gessie.....: me conta um caso japa rs
(11:24 Gessie) Tiago Jappa 31 8: era uma vez três porquinhos A, B e C
(11:24 Gessie) Gessie.....: hum
(11:24 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e um lobo mal por definição, Ln
(11:24 Gessie) Gessie.....: hmm
(11:25 Gessie) Tiago Jappa 31 8: os porquinhos decidiram construir sua casa de forma que uma ficasse equidistante da outra, assim quando qualquer problema os assaltasse teriam os irmãos, a uma mesma distancia para socorrê-los
(11:26 Gessie) Tiago Jappa 31 8: diante dessa questão, e após grande dificuldade, resolveram construir suas casas formando um triangulo equilatero ABC
(11:26 Gessie) Gessie.....: hmmm
(11:26 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Dado que os porquinhos tinham em suas contas diferentes quantias, que se relacionam da seguinte forma A>B>C,
(11:27 Gessie) Gessie.....: rsrs
(11:27 Gessie) Tiago Jappa 31 8: o porquinho A construiu, uma bela mansão no topo do triangulo, num bairro chamado variável complexa
(11:27 Gessie) Gessie.....: rs
(11:27 Gessie) Tiago Jappa 31 8: o porquinho B construiu uma casa no lado esquerdo de quem olha do triangulo no bairro, Números reais
(11:28 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e o porquinho C, construiu seu barracão, no bairro dos inteiros.
(11:28 Gessie) Gessie.....: hmmm rs
(11:28 Gessie) Tiago Jappa 31 8: nosso amigo Ln, sentia fome,
(11:28 Gessie) Tiago Jappa 31 8: pois passara o tempo todo dessa enjoativa explicação sem comer.
(11:28 Gessie) Tiago Jappa 31 8: E decidiu se alimentar
(11:29 Gessie) Tiago Jappa 31 8: visto que todos animais são agora inteligentes e moram em casas, Ln nada encontrou pelas matas que o pudesse alimentar
(11:29 Gessie) Gessie.....: rsrs
(11:29 Gessie) Gessie.....: sim mestre rs
(11:30 Gessie) Tiago Jappa 31 8: então após muito refletir resolveu visitar a cidade mais próxima, e por uma dessas coincidencias intoleráveis de histórias idiotas, a cidade era a nossa cidade dos irmãos porquinhos
(11:31 Gessie) Tiago Jappa 31 8: chegando á cidade vizualizou logo o bairro dos inteiros, todos sabemos que toda grande cidade tem uma favela em sua entrada.
(11:31 Gessie) Gessie.....: que coincidencia japa rs
(11:31 Gessie) Gessie.....: verdade rs
(11:31 Gessie) Gessie.....: manhuaçu entao eh uma grande cidade rs
(11:32 Gessie) Tiago Jappa 31 8: caminhando pelo mercadinho da favela vendo lindas e maravilhosas coisas à venda, sua fome aumentou, e Ln não conseguia "tirar os olhos", da cesta de um porco gordo, que todos do mercado conhecia e o chamavam estranhamente de C.
(11:33 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Sem um tostão furado, Ln decidiu ir à casa de C para mendigar um pãozinho velho, na esperança que todos temos que gordinhos sejam simpáticos.
(11:33 Gessie) Gessie.....: kkkkkkkkkk
(11:33 Gessie) Gessie.....: lobo comendo pao, beleza rs
(11:33 Gessie) Gessie.....: rsrs tadin dos gordos rs
(11:34 Gessie) Tiago Jappa 31 8: ao terminar sua perseguição ao gordo, Ln vizualiza seu barracão, construido de papelão e sem muita engenhozidade
(11:34 Gessie) Gessie.....: rs
(11:34 Gessie) Gessie.....: gordo e burro ehhk rs
(11:34 Gessie) Tiago Jappa 31 8: tenta abordar C, mas C incrivelmente rápido entra em casa, antes que Ln o peça alguma comida.
(11:35 Gessie) Tiago Jappa 31 8: (gordo, pobre e burro, como na história original)
(11:35 Gessie) Gessie.....: rsrs
(11:35 Gessie) Gessie.....: ahmm
(11:35 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Ln, sentia seu estômago roncar, e ao tentar bater na porta, se é que se pode chamar aquilo de porta, toda a casa veio ao chão.
(11:35 Gessie) Gessie.....: rs
(11:35 Gessie) Tiago Jappa 31 8: o porco com toda seu tecido adiposo
(11:36 Gessie) Tiago Jappa 31 8: sentiu-se ameaçado ao ver a figura de Ln, e pôs-se a correr antes que pudesse ouvir a explicação
(11:36 Gessie) Gessie.....: porco correndo, faço ideia a velocidade rs
(11:37 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Ln, tomado pelo remorso, correu em disparada atrás C, mas antes que pudesse alcança-lo C, entra loucamente numa casa melhor...
(11:37 Gessie) Gessie.....: rs esse lobo eh legal...
(11:37 Gessie) Tiago Jappa 31 8: aí então Ln cansado, se dá conta de que correra mais do que a distancia de um bairro, e senta-se a porta pra se recompor
(11:38 Gessie) Tiago Jappa 31 8: C, e b olhavam pela janela, e viram Ln sentado a porta, para sua imaginação suina não restou dúvida, ele ficaria ali a espreita até que algum deles saisse e pudesse ser devorado
(11:38 Gessie) Gessie.....: imaginação suina rs rs
(11:39 Gessie) Tiago Jappa 31 8: num âmbito de amor pela vida, eles resolvem fugir pela porta dos fundos, e explodir a casa, dando assim a impressão ao lobo que eles haviam morrido.
(11:39 Gessie) Gessie.....: rsrs
(11:39 Gessie) Tiago Jappa 31 8: nisso Ln se levanta, anda vagarosamente até a casa e percebe, B e C saindo pela porta dos fundos, sem entender caminha até eles
(11:39 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e a casa simplesmente explode
(11:40 Gessie) Gessie.....: kkkkkkkkkkkkkkkk
(11:40 Gessie) Gessie.....: desgraça pouca é bobagem rs
(11:40 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Ln tomado de pavor, corre atrás de B e C, para avisar-lhes da desgraça acontecida em seu lar
(11:40 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e após longa caminhada, e furar o bloqueio dos guardas de variável complexa
(11:41 Gessie) Gessie.....: guardas eh rs
(11:41 Gessie) Tiago Jappa 31 8: Ln, chega a porta onde entraram B e C, e toca a campanhia loucamente tentando avisa-los da desgraça de sua casa, e pedir-lhes desculpa por ter destruido a casa de C.
(11:41 Gessie) Tiago Jappa 31 8: mas não é atendido
(11:42 Gessie) Tiago Jappa 31 8: (cães pastores seria mais legal, é um bairro nobre pô)
(11:42 Gessie) Gessie.....: toca a campainha e sai correndohk rs
(11:42 Gessie) Gessie.....: aaah eh, eh a lagos dos ingleses dos porcos rs
(11:42 Gessie) Gessie.....: lagoa*
(11:43 Gessie) Tiago Jappa 31 8: enquanto isso lá dentro A,B e C se vangloriam do irmão rico, que pôde construir uma casa forte o suficiente para manter lobos e qualquer outra criatura afastada.
(11:43 Gessie) Gessie.....: rs rico eh outra historia rs
(11:43 Gessie) Tiago Jappa 31 8: após gritar, e esmurrar a porta, e não ser atendido, Ln morre de fome e cansaço enquanto voltava à floresta...
(11:43 Gessie) Gessie.....: coitado japa
(11:44 Gessie) Tiago Jappa 31 8: essa é a tragica história de Ln, A B e C
(11:44 Gessie) Tiago Jappa 31 8: três porquinhos e um lobo,
(11:44 Gessie) Gessie.....: rsrs
(11:44 Gessie) Gessie.....: que dó
(11:44 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e a certeza que a única certeza que se tem é ser mal compreendido
(11:45 Gessie) Gessie.....: tadinho rs
(11:45 Gessie) Gessie.....: mas pq vc matou o lobohk rs
(11:45 Gessie) Gessie.....: podia t matado os porcos rs
(11:45 Gessie) Gessie.....: dava um bom xurras rs.....eu gosto de lobo rs
(11:45 Gessie) Tiago Jappa 31 8: agora fazem sucesso os filmes estilo trilogias
(11:45 Gessie) Tiago Jappa 31 8: algum dia a história recomeça...
(11:46 Gessie) Tiago Jappa 31 8: com lobos encontrando o corpo do primo Ln
(11:46 Gessie) Gessie.....: lobo: o retorno
(11:46 Gessie) Gessie.....: rs
(11:46 Gessie) Tiago Jappa 31 8: e planejando uma vingança fatal contra três irmãos porcos, que sem dó, permitiram que Ln morresse de fome, negando-lhe um pouco de comida
(11:47 Gessie) Gessie.....: verdade
(11:47 Gessie) Gessie.....: por isso q eu digo, odeio porcos rsrs
(11:47 Gessie) Gessie.....: mas a carne deles eh boa demais rs
(11:47 Gessie) Gessie.....: vc nao come neh rs
(11:47 Gessie) Tiago Jappa 31 8: nops
(11:48 Gessie) Tiago Jappa 31 8: mas já comi, e é realmente boa
(11:48 Gessie) Gessie.....: ahaam
(11:48 Gessie) Gessie.....: por isso vc salva os porcos
(11:48 Gessie) Gessie.....: rs
(11:48 Gessie) Tiago Jappa 31 8: até a segunda parte da trilogia
(11:48 Gessie) Gessie.....: tem mais algum conto infantil com releitura tragica hk rs
(11:48 Gessie) Gessie.....: aahm
(11:49 Gessie) Gessie.....: depois me conta rs
(11:49 Gessie) Tiago Jappa 31 8: ainda não pensei
(11:49 Gessie) Tiago Jappa 31 8: tudo isso veio de improviso
(11:49 Gessie) Tiago Jappa 31 8: é necessário inspiração
enviada por koity
13/08/2008 22:09
Esquisitices
"e se me achar esquisito, respeite também. até eu aprendi a me respeitar."
Estou me tornando um sujeito estranho.
Se o tempo molda as pessoas ele tem me moldado. E agora me vejo cético, cinico, insensivel, e desagradavel.
Desagradavel sim, as pessoas não parecem se sentir muito bem ao meu lado.
Acho que precisaria de um templo recluso pra saber exatamente como ou o que fazer.
O estranho disso tudo é que a mudança não me tem deixado transtornado, pelo contrário, me sinto até razoavelmente bem dentro do que sou. Vai entender...
enviada por koity
08/08/2008 21:31
BOLHA NÃO TEM OPINIÃO
UM POST COM MACHADO E A TEORIA DE HUMANITAS DO LIVRO QUINCAS BORBA (RECÉM LIDO POR MIM).
"PORQUE O QUE É BOM DEVE SER PASSADO."
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um romancista, contista, poeta e teatrólogo brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura desse país e identificado, pelo crítico Harold Bloom, como o maior escritor afro-descendente de todos os tempos.

QUINCAS BORBA
"— Não há morte. O encontro de ditas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos de¬mais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demons¬trações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
— Mas a opinião do exterminado?
— Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.
— Bem; a opinião da bolha...
— Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contris¬tador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito. as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino."
enviada por koity
07/08/2008 08:05
Olhando idéias...
"Tem dias que..."
Existem alguns (poucos)momentos na minha vida em que surgem turbilhões de idéias e outros (muitos) em que nada aparece. É por isso que constantemente eu desapareço do blog que tinha intenção inicialmente de ser atualizado dia após dia. Explico-me, as vezes a rotina extremamente estressante te faz desviar a atenção das coisas comuns, e o que são as coisas comuns se não bons posts?
Agora, nos últimos dias tem vindo um turbilhão de idéias pra postar, não necessariamente porque esteja a toa(e estou), mas porque ler excessivamente me tem levado demasiado a reflexão. O bom leitor entenderá o título do post, mas ao leitor desatento que deveras nem sequer passou os olhos no título e foi com sede ao pote das linhas escritas, eu explico, você já se parou olhando idéias? a pergunta pode parecer estranha à primeira vista, "até porque idéias são idéias, e portanto não são visíveis..." tsc tsc tsc, se engana meu caro, o que mais faz o ser humano a não ser contemplar idéias? em certo momento do dia você se encontra parado dentro do ônibus olhando para o infinito, mas que droga de infinito! você olha pra idéias. Fica imaginando o que fazer, como fazer, e porquê daria ou não certo. Você olha idéias.
E é em dias como esses, em que me pego olhando idéias, que paro e penso, isso daria um bom post. E corro eu a discorrer na maneira como escreveria, no estilo, nas imagens, na forma das letras. Olhando idéias...
enviada por koity
06/08/2008 21:11
"O elefante é fã de parmalat"
Não é de hoje que crianças são utilizadas nos comerciais.
O processo é antigo, mas se firmou com a propaganda dos bichinhos da falida parmalat. Todo mundo que viveu a época lembra a música de cor, e adorava a propaganda. Que rendeu muito, diga-se de passagem, tanto em lucro como em boatos, desde que o "TOMOU?" do final da propaganda foi espontâneo do prodigioso ator mirim, até que o uso de crianças seria proibido em propagandas, sabe-se lá porquê, mas o que rendeu mesmo foi dinheiro e muito, a propaganda fez a parmalat criar os bichinhos de pelúcia e impulsionar as vendas, que infelizmente(pra eles) não foi o suficiente pra evitar a falência anos mais tarde.
Exatamente agora acabo de assistir a propaganda da "OI", com um singelo "OI" infantil no final da propaganda. A verdade é que as crianças atingem um público gigantesco quando fazem parte dos comerciais, quem não se lembra do garotinho que implora desesperadamente por brócolis no supermercado? O mundo dos comerciais é das crianças, elas AINDA não aparecem nos comerciais de cerveja por razões óbvias, mas se aparecessem venderiam muito.
O último comercial polêmico que vi tinha uma criança se divertindo com um vibrador num comercial da loja de móveis IKEA, claro objetivo do comercial, com título Organize-se, não era vender vibradores, mas pra aparecer uma criança abraçando um bichinho de pelúcia em forma de cerveja, ou presenteando o pai com uma geladeira de skol não falta muito.
enviada por koity
31/07/2008 13:46
Mafalda
A Mafalda não é somente um personagenm de quadrinhos; talvez seja o personagem dos anos setenta na sociedade argentina.
Se, ao defini-la, usou-se o adjetivo “contestatária”, não foi por uma questão de uniformização em relação
à moda do anticonformismo a qualquer preço: a Mafalda é realmente uma heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é
A Mafalda tem 7 anos e vive em Buenos Aires. Ela odeia sopa e o racismo e se preocupa com a política.
MAFALDA
Primeira aparição: 29 de Setembro de 1964.
Sobrenome: Quino nunca o mencionou, mas em uma das tiras, nas quais a sua professora corrige um desenho dela, depois do nome da Mafalda, aparece a letra M.
Idade: 6 anos em 1964; 8 no último livro.
Características: seus comentários e idéias refletem as preocupações sociais e políticas dos anos 60. Filha de uma típica família da classe média argentina, a Mafalda representa o anticonformismo da humanidade, mas com fé na própria geração. O que mais odeia é a injustiça, a guerra, as armas nucleares, o racismo, as absurdas convenções dos adultos e, obviamente, a sopa. As suas paixões são os Beatles, a paz, os direitos humanos e a democracia.
Álbum de família: pai, mãe e um irmão, o Guille. Tem pelo menos uma avó, à qual mandou um cartão postal depois de umas férias.

enviada por koity
18/06/2008 10:36
Pra ressurgir!!!
Depois de séculos sem postagem, o blog ressurge!
Negro? humor?
-Oi. Meu nome é Tiago, e eu queria dizer:
-Existe um sentimento que está aflorando em mim, uma vontade incontrolável de fazer piada de todas as situações complexas da vida.
O sentimento é antigo, mas se resumia a ler piadas on line.
E tudo mudou quando aconteceu o caso Isabella, sim a Nardoni, aquela do prédio, etc. A piada talvez não tenha graça pra 90% da população mundial, mas foi um marco em minha vida. Aquela coisa de o que é o que é, tão inocente, apareceu perguntando o que entrava pela porta e saía pela janela. Pobre Isabella... Diante de risos incontroláveis, fui em busca de mais humor negro. Deparei-me com uma cena de sexo, onde o garoto esquecido, se lamenta a ausência do preservativo, e na mesma hora a garota responde: não tem problema eu já tenho AIDS. A partir daí a coisa ficou feia, quando filhos e pais, e todo o sustentáculo moral da sociedade a família é afetada, com uma simples pergunta do filho:
-Pai porque eu só ando em circulos?
é respondida asperamente pelo pai:
-Cala a boca se não eu prego seu outro pé.
E cheguei ao ápice, quando entrei nos hospitais. E no playground duas crianças conversavam:
- Eu tenho uma bola você não tem.
silêncio
- Eu tenho um velotrol vocÊ não tem.
- Você tem cãncer, eu não.
Triste, mas estou me tratando, não visito mais o cyanide and happiness cyanidehappinesstraduzidos.blogspot.com/ com tanta frequência, e até deletei algum humor negro do meu orkut.
A vida segue e o humor não pode parar.
enviada por koity
21/05/2008 09:54
Beterrabas!
"O doce vermelho das beterrabas."
João Batista Ferreira
Meus dentes estão vermelhos das beterrabas que acabei de comer. Gosto de comê-las todas as manhãs, na hora do café.
- Nosso vizinho vai soltar mais um balão negro - meu irmão vem avisar, correndo.
Todas as manhãs, acontece assim: meu irmão fica observando o vizinho e avisa quando ele solta seus balões. Algumas pessoas estranham, meu irmão adora.
Minha irmã está na mesa, comigo. Perdeu o sono. Contou carneirinhos a noite toda.
- Carneirinhos? - pergunto, desinteressado.
- É. Contei quase trinta mil.
- E adormeceu?
- Não. Amanheceu - ela tenta sorrir. O olhar escuro de quem ficou muito tempo acordada.
- Eram todos tão brancos - diz, acompanhando uma formiga perdida na toalha da mesa.
Mastigo outra beterraba. Mais doce do que a anterior.
Meu irmão grita da janela.
Nosso pai geme no seu quarto. Ficou assim desde que foi assaltado na rua. Encostaram uma faca no pescoço dele. Não sai da cama faz três dias. Descobriu que pode morrer, imagino. Sempre acompanhou com interesse a morte de familiares e conhecidos. Ou então é a saudade de nossa mãe que bateu de novo.
Nossa mãe morou nesta casa. Ela foi embora há quatro anos. Um dia ficou muito nervosa e arrancou os cabelos. Não gritou, como disseram os vizinhos maldosos. Apenas arrancou alguns cabelos, que ficaram espalhados pela sala.
Lembro de ouvi-la repetir diante do espelho, quase todos os dias:
- Preciso dar um jeito no meu cabelo. Um dia desses, ainda dou um jeito no meu cabelo.
Sempre dizia isso.
A tristeza de ficar sem nossa mãe foi grande. Eu não entendia porque não ela quis que a gente fosse com ela. Foi pior do que se tivesse morrido.
Meu irmão grita mais alto da janela.
Minha irmã corta no meio a formiga perdida na toalha. Agora são dois pedaços, perdidos na toalha. Ela ri das metades tentando se reencontrar.
- A faca está sem fio - reclama - É de tanto cortar beterrabas e retoma uma de nossas discussões desanimadas.
- São todas cozidas e macias - respondo, mostrando uma parte de meus dentes, cobertos de vermelho. É assim que costumo mostrar meu desagrado.
Ela muda de assunto.
- Alguém precisa tirar a poeira dos olhos abertos de nosso pai.
Finjo que não é comigo.
Meu irmão faz silêncio, agora. O balão negro subiu, com certeza.
Meu irmão descobriu a alegria dos balões. É outra pessoa de uns tempos para cá. Fico feliz por ele.
No banheiro, quando meu cabelo, lembro de nossa mãe. Talvez um dia também mexa no meu cabelo. Mas ainda não chegou a hora. Plantei muitas beterrabas em nosso quintal. A colheita será grande. Melhor do que no ano passado.
Eu cuido da casa, de meu pai esquecido no quarto - de minha irmã, que nos maltrata. Cuido de tudo.
Quando todos dormem, às vezes parece que escuto as beterrabas crescendo no escuro. Nestas horas, penso mais do que nunca em nossa mãe, na alegria de meu irmão e em deixar a casa.
A cada noite que passa, sinto que está mais perto o dia em que vou pegar nossas coisas, um pouco do que resta do dinheiro da casa, acordar meu irmão e lhe contar aquela história, tantas vezes repetida - da viagem para um lugar cheio de balões.
Sei que ele vai estar com sono. Mas sei que vai segurar minha mão e me acompanhar. Vou mostrar o bilhete encima da mesa, escrito para nossa irmã: agora é sua vez de tomar conta do nosso pai e da casa. Não se preocupe, a gente vai se cuidar e mandar notícias. Gostamos de você, apesar de tudo.
Sinto que este dia está cada vez mais perto. Talvez hoje.
JOÃO BATISTA FERREIRA é gaúcho de Porto Alegre. Psicólogo, contista. Participou de antologias e oficinas de contos coordenadas por Charles Kiefer e Caio Fernando Abreu (antologia Paulistanos Desvairados, inédita). Mestrando em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília. Vive em Brasília.
enviada por koity
12/05/2008 21:36
"Eu não te conheço?"
Ao chegar no ponto de ônibus eu tive quase certeza, era ela, havíamos estudado juntos na oitava série, erámos bons amigos, estávamos sempre conversando das banalidades.
Uma ou outra coisinha diferente, mas com certeza era ela. Seus 1,55 , seu rosto rechonchudo, e aqueles olhos um pouco fugidios. Fugidios?? eu disse fugidios? talvez não fosse, ela, os olhos certeiros, firmavam na mesma direção, os dois, não era mais estrábica. Cirurgia na certa, hoje tanta gente faz. Era extremamente normal ela ter feito.
Mas ela não falava nada, ela podia ter mudado, pouco é verdade, mas eu? sou a mesma cara da oitava, do primeiro, até os dias atuais, seria impossível não me reconhecer, ela diria alguma coisa.
O ônibus chega, ela sobe junto comigo, fica ao meu lado a viagem inteira, e na hora de descer no mesmo ponto, pisa no meu pé e tropeça. Me olha, dá um sorriso simples de desculpas para um desconhecido, o sorriso que denunciava, que existem muitos irmãos gêmeos perdidos por aí, e que minha colega da oitava série talvez ainda tenha olhos fugidios.
enviada por koity
08/05/2008 11:20
Dia das mães

Uma amiga me pediu, e eu repassei o pedido pra alguém que escreve melhor que eu. Assim sendo e com a data vindoura do dia das mães, segue um texto de Shopy Souza sobre mães, vale a pena conferir. Desde já agradecido à Sophy.
"Que me perdoem os mais românticos,mas não conseguirei escrever poeticamente,nas linhas que seguem,palavras como amor incondicional,luta, ou sequer renúncia.Não que não sejam reais,mas frases clichês me enchem de ânsia negativa.
Certa vez pensei que nunca poderia escrever sobre mães,não que seja completamente insensível,mas porque as acho complexas demais para as palavras.
Quando dizem do milagre,do latim progenitore,não costumo concordar,o prodígio não é fazer,e sim viver o "ser".
Com as mães não aprendi a incondicionalidade,afinal qual criança consegue constatar isso?
Aprendi na verdade a tolerância,ao perceber que este ser enlevado possui defeitos e os encobre e sujeita para lapidar outros defeitos vindos de mim.
Aprendi a compreensão dos meus fracassos e fracassos alheios,as limitações nem sempre sutis.
Vi-me por vezes diante de "filhos-mães",que cuidavam de sua ascendente como se vivessem papéis trocados..aí,aprendi o retorno.
Embora não haja dúvidas que mãe seja um assunto recorrente,de falas decoradas,onde explicitamos a gratidão por tê-la,ao ver quão frágil é o solo desta relação,vêm á tona meus receios em um dia me tornar mãe.
Em certa palestra o Dr.Lair Ribeiro diz que o sucesso é 90% de adaptação e 10% de vocação.Talvez,este modo de vida:mãe,seja o único que é necessário total vocação,para aplicar pedagogia,combates,deferência,afago....com certo ar de perspiração.
Não se consegue fugir da conclusão que este ser torna-se singular,não pela capacidade biológica de entrar no estado designativo de prover,mas pela capacidade divina,que o céu a concede, de educar e nos lembrar da capacidade que temos de amar,de oferecer afeto.
Se ousadamente me pedissem pra definir mãe,diria ,com poucos recursos existentes para tal discrição,que é a personificação da inclinação da alma e do coração." (Sophy Souza)
enviada por koity
07/05/2008 10:22
Colecionando sorrisos
Se os olhos são a janela da alma, o sorriso é o remédio dela!

Li no orkut de uma amiga que ela está colecionando sorrisos, e no mesmo dia, por um desses acasos do destino, recebi uma longa e interminável gargalhada. Sabe essas gargalhadas de criança, que não acabam nunca?
Eu estava acabando minha monitoria, quando a irmã de um dos meus alunos chega, me vê montando um cubo mágico, e ri até o limite de suas forças. Ela simplesmente não parava, um riso gostoso desses infantis que dá vontade de rir junto, ou gravar pra poder ouvir depois.
Quer colecionar sorrisos??? Eu já escolhi o primeiro pra minha coleção.
enviada por koity
06/05/2008 08:32
Viajar

Chega uma época no ano em que sentimos uma vontade incontrolável de viajar...
Normalmente isso acontece mais pro final do ano. Mas este ano mal começou e parece que a estrada já me chama. Seriam como as aves necessitando ir pro sul, uma vontade incontrolável de deixar o lugar onde se está, e pode até ser uma questão de sobrevivência.

Talvez por sempre fazer longas viagens desde os tempos de infância, ou talvez por ter nascido em SP, não considero menos de duas horas de estrada viajar, pra mim é apenas visitar um lugar próximo. E aí quando vou pra uma cidadezinha próxima daqui, algo como Itabirito, Igarapé, o tal do Véu da Noiva, e etcs, eu não perca esta vontade de viajar, de pôr o pé na estrada.
Agora estou com essa vontade me cortando por dentro, e o ano tem tão poucos feriados...
enviada por koity
05/05/2008 07:05
Formar é sempre uma boa opção!

Foi necessariamente essa frase que levou uma amiga a me dizer pra criar este blog
Enquanto conversávamos pela primeira vez, e eu a questionava intensamente sobre sua vida, ela me dizia que havia saído do curso de comunicação na metade e agora fazia direito. Ao que eu perguntei:
"-Mas, mudou de curso por quê? Descobriu na metade que não ganharia dinheiro com isso, resolveu ir para um curso mais "lucrativo", e que ao mesmo tempo agradasse seus pais?"
E ela me falou, nossa vou copiar sua resposta-pergunta e colá-la para todos que me perguntarem porque mudei de curso.
Mas a frente na conversa, sabendo da sua "insatisfação" com o direito, mais por preferir a comunicação do que não gostar do direito, perguntei se ela não mudaria de curso novamente. Ou se agora iria querer se formar, até porque FORMAR É SEMPRE UMA BOA OPÇÃO. E ela retrucou, está aí mais uma descrição perfeita, já pensou em fazer um blog?
Eis que esse blog surgiu, e dessa conversa embala uma outra sobre formação e realização pessoal.
Quando entrei pro curso de matemática não sabia o que me aguardava, além de números. Fui tragicamente enganado por pessoas que me disseram que existia um grande campo em expansão de pesquisa matemática e que eu não precisaria me tornar professor. Mas no primeiro dia de aula todas minhas ilusões vieram por terra, lá estava eu quando o professor solta:
"- Esse é um curso de formação de professores, ainda que vocês queiram a área de pesquisa terão que lecionar."
Desiludido fui atrás de experiência profissional naquilo que eu não queria fazer. Fiz o que todo graduando em Matemática, Biologia, Física, e etcs faz, comecei a dar aulas particulares. Quebrei muito a cara por tentar ensinar coisas que eu não sabia, e descobrir que dar aula era bem mais difícil do que parecia. Mas comecei a ganhar experiência entrar em cursinhos e hoje como professor, e faltando quase um ano e meio para colação, me encontro desiludido com o curso. E este fim de semana, me peguei procurando outro curso pra fazer depois de formado, e sim eu vou formar, FORMAR É SEMPRE UMA BOA OPÇÃO.
enviada por koity
04/05/2008 10:37
Devaneios de um mundo real!!!
Trecho transcrito de uma conversa msn-énica
É apenas uma conversa louca, devaneios soltos numa conversa informal no msn, mas também um crítica social rebuscada.
tiago diz:
Os chineses dominam o mundo, imagina se a china pára de vender seus produtos???rsrs o mundo pára de rodar...rsrsrs
tiago diz:
quantas coisas made in china você tem na sua casa, mais da metade da sua casa e do seu guarda-roupa é chinês e você nem sabe
tiago diz:
rsrsrsrs
emanuelle diz:
Nosssssssssssss falei q tenho medo........Eles estão por toda parte...............até no meu baheiro....................
tiago diz:
principalmente...rsrsrs
tiago diz:
vai que você vive um big brother( com legendas estranhas) e nem sabe???rsrsrs
emanuelle diz:
não estamos sozinhos no universo............em outras galaxias há ets assistindo a derrocada humana........................
emanuelle diz:
será q nosso canal tem ibope?
tiago diz:
acredito que o brasileiro mais que o dos outros países....
emanuelle diz:
pq?
tiago diz:
as cenas de sacanagem sempre fazem o ibope subir...seja qual for a sacanagem
tiago diz:
rsrsrs
emanuelle diz:
rrsrsrsrsrsr
emanuelle diz:
eu diria q tem razão
emanuelle diz:
será q o canal brasil é só para maiores
emanuelle diz:
B só para maiores
tiago diz:
depende...rsrs deve ter a seção lavagem de dinheiro, seção pornografia 24, seção faça você mesmo(dicas do jeitinho brasileiro de resolver as coisas), uma espécie de paper view
emanuelle diz:
rsrrsrsrsrsr
emanuelle diz:
ow sem noção............................
emanuelle diz:
o brasil deve arrecadar bilhoes todos os anos
emanuelle diz:
pra quem vai esse dinheiro
tiago diz:
imagina só os royalties do nosso canal???rsrs e o melhor os outros planetas sabem que não aproveitamos nada desse dinheiro, no programa: Faça pobres felizes-do canal lavagem de dinheiro ( onde abismados, reporteres et´s mostram exemplos de brasileiros palpérrimos que se divertem durante carnaval, jogos de futebol, e festas de virada de ano....
emanuelle diz:
eu imagino q o canal Brasil só pode ser assistido por ets ricos e famosos, pq é o canal mais caro.................e quem faz as doações para o teleton , criança esperança são estes ets
emanuelle diz:
A chamada: Assita neste ET repoter cenas incriveis de miseria e sonegação!
enviada por koity
04/05/2008 01:55
Razões
Sim, existe um porquê!
Razões para se criar este blog:
-Uma colega falou que descrevo bem situações, e recomendeu que eu fizesse um blog.
-A intenção de colocar pra fora pensamentos estranhos, e por algum acaso encontrar pessoas tão estranhas quanto eu.
-Não existem mais razões!
enviada por koity
04/05/2008 01:26
Inexato recomenda!

"De médico e louco..."
Livro escrito por Fabiano Novais, com ótimas crônicas humoristicas.
Segue o prefácio do livro:
"De médico e louco...
De Fabiano Novais
De piadas e confissões
De Pasárgada e Sertão Veredas.
Da cerveja no copo
Das belas mulheres
Da brisa no rosto
Do sol de verão
Desse jeito gostoso
Dessa vida boa que esses contos nos trazem.
Das gafes imperdoáveis
Do "troquei o seu nome"
Da brocada fatal
Da bunda de fora
Do rubou facial.
Dessas situações complicadas
Dessa vida sacana que esses contos nos trazem.
Das belas pernas desfilantes
Das cantadas batidas
Dos olhares que devoram
Das aventuras a dois
De experimentar o proibido
Desses suspiros de prazer
Dessa vida indecente que esses contos nos trazem.
Dessa vida boa, sacana e indecente,
Mas que é vida!
...todo mundo tem um pouco."
Fabrício Garcia Lopes
enviada por koity
04/05/2008 01:12
Início!!!
No príncipio criou...
1:10 da madrugada e um louco cria na internet o que pretende ser seu passatempo semanal, quiçá diário para entreter outros loucos desavisados.
enviada por koity
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